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Camponeses expõem trabalhos na Feira Nacional de Guardiões da Agrobiodiversidade

Nesta terça-feira, 07, teve início a II Feira Nacional dos Guardiões da Agrobiodiversidade, que tem o objetivo de valorizar os trabalhos de conservação e uso racional da agrobiodiversidade promovidos por camponeses, povos e comunidades tradicionais. Rodas de diálogo, minicursos, trocas de experiências, exposição e comercialização de produtos diversos, além da apresentação de Mística do Povo Indígena Tremembé, compõem a programação do evento, que segue até esta quinta-feira.

A Feira, gratuita e aberta ao público, conta com cerca de 60 guardiões da agrobiodiversidade, entre agricultores, indígenas, quilombolas e outros representantes, que expõem exemplares dos materiais que cultivam e conservam, e também para comercialização e troca. Segundo Lilian Rahal, secretária do Ministério do Desenvolvimento Social, que é um dos apoiadores do evento, o momento deve ser bem repercutido, uma vez que a temática tem grande relevância. “É justamente uma oportunidade de mostrar o potencial dos povos e comunidades tradicionais para a proteção e comercialização dos produtos da biodiversidade brasileira. É muito raro nós termos a oportunidade de fazer com que as pessoas conheçam esta diversidade e principalmente vejam que são itens passíveis de utilização no nosso cotidiano, que podem e devem ser comercializados, inclusive para permitir que as comunidades que fazem a gestão destes produtos tenham perspectivas de desenvolvimento e de inclusão produtiva”, ressalta.

Para o pesquisador da Embrapa e organizador da Feira, Francisco Sombra, a programação impacta diretamente no público comum. “O evento impacta muito na consciência da sociedade civil em relação aos recursos genéticos, além de chamar atenção para o fato de que os produtos que as pessoas consomem na alimentação do dia a dia vêm exatamente desses ecossistemas que estão sendo afetados pelo aquecimento global e outros fatores que desgastam os recursos naturais”, avalia.

Na solenidade de abertura, aconteceu o Torém Ritual Sagrado do Povo Tremembé. A apresentação representa um elemento de luta e de resistência do povo indígena, da espiritualidade e ancestralidade do Povo Tremembé da Barra do Mundaú. No ritual, as canções revelam o cuidado com as matas nativas, a espiritualidade, a caça, a luta e a resistência pela conquista do território. Os indígenas dançaram e entoaram as músicas de seus antepassados e de luta pela terra.

Matéria: Lara Veras - Vogal Comunicação

Fotos: Felipe Mafuz - Laser Vídeo

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